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Por que o voto em Geraldo Alckmin é um voto racional e estratégico?

  • Foto do escritor: Elton G.P
    Elton G.P
  • 30 de set. de 2018
  • 3 min de leitura



As pesquisas raramente se equivocam, brigar com elas não faz o menor sentido nesse momento. Essa briga só serve mesmo para criar uma falsa sensação na militância antipetista de que o jogo está ganho. Pelo lado da razão, as coisas não são boas para o candidato Bolsonaro num eventual segundo turno. Sua rejeição é altíssima e pode colaborar ,inclusive, para que os votos do centro e dos eleitores moderados convirjam para o petismo. O próprio candidato Bolsonaro tem afirmado que não buscará o diálogo com os partidos do centro e que manterá uma campanha ‘’com o povo’’ somente.


A raiva e o sentimento de desprezo que este que escreve tem por tudo o que a esquerda e o petismo representam pedem-me para votar com raiva e indignação. Por outro lado, minha razão e o bom senso aconselham-me que o voto com raiva pode levar o Brasil para outra crise , ou, na pior das hipóteses, pode trazer o petismo de volta. A raiva não é uma boa conselheira na hora do voto. Nunca foi.


Eu entendo os eleitores bolsonaristas e sei do sentimento de indignação e de repulsa que muitos sentem pelo petismo e por tudo que esse partido representou, disseminando o ódio e o desrespeito às instituições. Ninguém mais do que eu tenho motivos suficientes para estar saturado com o petismo e com receio de que este partido retorne ao poder.


Muito antes desse fenômenos antipetista virar um modismo, lá atrás, em 2006, quando no cenário político inexistia qualquer voz representativa do campo conservador contra Lula , que registrava um recorde 87% de popularidade e era quase uma unanimidade em Pernambuco, eu já era um eleitor engajado contra o petismo e contra o lulismo, votando sempre contra os candidatos que estivessem do lado petista. Desse tempo, não tenho lembranças de Bolsonaro, mas soube depois que era mais um deputado da ‘’base aliada’’ petista e um grande admirador do tirante populista Hugo Chávez . Ou seja, não aceito lições de neoconservadores bolsonaristas e de antipetistas a essa altura do campeonato.


Agora, em 2018, estamos diante de um risco grave: o retorno do atraso e do populismo representado pelo PT e por tudo que esse partido personifica: a mesquinhez ideológica, o populismo fiscal e o esquerdismo bocó. Esse retorno pode se dar por uma razão: a falta de uma candidatura de centro que traga confiança ao eleitor racional, que sabe que mandar para o segundo turno um candidato com tamanha rejeição é um risco gravíssimo nesse momento de recuperação do País.


Repito: o único candidato que tem chance de aglutinar maior apoio do centro político e de eleitores antipetistas de forma natural e vencer o PT no segundo turno é Geraldo. O ‘’picolé de chuchu’’ é a opção mais digerível para um eleitor que no segundo turno não quer ‘’engolir’’ dois candidatos que representam, cada um ao seu modo, insegurança e desconfiança política.


O risco Haddad é real


Eu considero a eleição do Haddad um risco muito alto; muito mais do que um eventual governo Bolsonaro sem traquejo político e sem base de sustentação política que lhe dê margem para governar com o mínimo de tranqüilidade política. Somando-se a isso uma equipe de governo que ,ao que tudo indica, é amadora, fala pelos cotovelos e poderá ter muitos problemas em decorrência da falta de jogo de cintura com a administração pública. Componentes altamente preocupantes, tendo em vista o atual cenário de recuperação econômica do país, quando, mais do que nunca, o próximo presidente precisará inspirar confiança no mercado e transmitir respostas claras para o cidadão preocupado com a melhoria econômica do país.


Geraldo não é essa coisa toda; é ‘’sem gosto’’; mas antes o ‘’picolé do chuchu’’do que deixa o eleitor diante de duas apostas indigestas. Por isso voto em Geraldo e convoco aqueles que comungam do mesmo pensamento de que o PT é um mal à democracia e que entendem o grave risco de uma vitória petista no segundo turno contra Bolsonaro, ainda que com pequena diferença, É UMA POSSIBILIDADE REAL.


Temer bem que poderia ficar


O momento atual é tão aterrorizante que, com toda a certeza, eu, preocupado com esse risco do retorno do PT, preferiria reeleger o presidente Michel Temer a ter de ver o lulismo antidemocrático e populista comandar o país , conduzindo-nos ao caos político e ao desastre econômico. Ao menos, eu teria a tranquilidade de evitar a eleição daquela mesma esquerda que levou o país ao buraco — buraco do qual nos tirou o mediano governo Temer.

 
 
 

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