Indígena e mestiça comandará a SEPPIR, principal fomentadora de leis raciais e da antimiscigenação
- Elton G.P

- 3 de jan. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de jan. de 2022

Já era de se esperar alguma mudança radical por parte da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, a respeito do que fazer com a Secretaria da Promoção Igualdade Racial (SEPPIR). A melhor decisão seria a extinção dela pelo simples fato de essa autarquia ter sido usada pelo movimento de negros para a divisão ''racial'' dos brasileiro e promoção de objetivos racistas.
Ainda assim, a indicação de Sandra Terena, indígena e mestiça, alguém de fora do gueto racialista do movimento negro, é uma sinalização clara de mudanças nessa pasta que segue a ideologia do PT e dos racialistas neonegristas que impuseram nas últimas décadas uma política de estado que promoveu a classificação arbitrária da população brasileira, insistindo na negação do paradigma histórico do mestiçamento e, em decorrência disso, levando a cabo uma violenta tentativa de apagamento dos pardos, caboclos, amarelos etc. (ou seja, mestiços), contados como ''negros'', em favor de uma polarização racial nos moldes norte-americano: preto X branco.
Quem é Sandra Terena?
É jornalista e documentarista, filha de pai indígena. Ou seja, trata-se de uma autodeclarada mestiça, fato que levou a sua nomeação a surpreender o movimento negro, que muito provavelmente esperava a indicação de alguém que fosse da autoatribuída ''comunidade negra'' e que rezasse a cartilha racial do movimento.
Militância contra o infanticídio indígena
Em 2009, Sandra Terena ficou conhecida pelo documentário “Quebrando o silêncio”, que revela práticas de infanticídios em comunidades indígenas. Pelo trabalho, foi vencedora do prêmio Internacional Jovem da Paz naquele ano. A militância contra a prática ''cultural'' indígena do infanticídio ao mesmo tempo que lhe rendeu severa oposição por parte dos antropólogos e da Funai, defensores ferrenhos da manutenção dessa nefasta tradição — que vai contra, inclusive, o ordenamento jurídico brasileiro e os direitos da pessoa humana — , a aproximou da hoje ministra Damares, também militante da causa indígena.




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