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Atualizado: 12 de jan. de 2022



Já era de se esperar alguma mudança radical por parte da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, a respeito do que fazer com a Secretaria da Promoção Igualdade Racial (SEPPIR). A melhor decisão seria a extinção dela pelo simples fato de essa autarquia ter sido usada pelo movimento de negros para a divisão ''racial'' dos brasileiro e promoção de objetivos racistas.


Ainda assim, a indicação de Sandra Terena, indígena e mestiça, alguém de fora do gueto racialista do movimento negro, é uma sinalização clara de mudanças nessa pasta que segue a ideologia do PT e dos racialistas neonegristas que impuseram nas últimas décadas uma política de estado que promoveu a classificação arbitrária da população brasileira, insistindo na negação do paradigma histórico do mestiçamento e, em decorrência disso, levando a cabo uma violenta tentativa de apagamento dos pardos, caboclos, amarelos etc. (ou seja, mestiços), contados como ''negros'', em favor de uma polarização racial nos moldes norte-americano: preto X branco.


Quem é Sandra Terena?


É jornalista e documentarista, filha de pai indígena. Ou seja, trata-se de uma autodeclarada mestiça, fato que levou a sua nomeação a surpreender o movimento negro, que muito provavelmente esperava a indicação de alguém que fosse da autoatribuída ''comunidade negra'' e que rezasse a cartilha racial do movimento.


Militância contra o infanticídio indígena


Em 2009, Sandra Terena ficou conhecida pelo documentário “Quebrando o silêncio”, que revela práticas de infanticídios em comunidades indígenas. Pelo trabalho, foi vencedora do prêmio Internacional Jovem da Paz naquele ano. A militância contra a prática ''cultural'' indígena do infanticídio ao mesmo tempo que lhe rendeu severa oposição por parte dos antropólogos e da Funai, defensores ferrenhos da manutenção dessa nefasta tradição que vai contra, inclusive, o ordenamento jurídico brasileiro e os direitos da pessoa humana , a aproximou da hoje ministra Damares, também militante da causa indígena.


 
 
 



As pesquisas raramente se equivocam, brigar com elas não faz o menor sentido nesse momento. Essa briga só serve mesmo para criar uma falsa sensação na militância antipetista de que o jogo está ganho. Pelo lado da razão, as coisas não são boas para o candidato Bolsonaro num eventual segundo turno. Sua rejeição é altíssima e pode colaborar ,inclusive, para que os votos do centro e dos eleitores moderados convirjam para o petismo. O próprio candidato Bolsonaro tem afirmado que não buscará o diálogo com os partidos do centro e que manterá uma campanha ‘’com o povo’’ somente.


A raiva e o sentimento de desprezo que este que escreve tem por tudo o que a esquerda e o petismo representam pedem-me para votar com raiva e indignação. Por outro lado, minha razão e o bom senso aconselham-me que o voto com raiva pode levar o Brasil para outra crise , ou, na pior das hipóteses, pode trazer o petismo de volta. A raiva não é uma boa conselheira na hora do voto. Nunca foi.


Eu entendo os eleitores bolsonaristas e sei do sentimento de indignação e de repulsa que muitos sentem pelo petismo e por tudo que esse partido representou, disseminando o ódio e o desrespeito às instituições. Ninguém mais do que eu tenho motivos suficientes para estar saturado com o petismo e com receio de que este partido retorne ao poder.


Muito antes desse fenômenos antipetista virar um modismo, lá atrás, em 2006, quando no cenário político inexistia qualquer voz representativa do campo conservador contra Lula , que registrava um recorde 87% de popularidade e era quase uma unanimidade em Pernambuco, eu já era um eleitor engajado contra o petismo e contra o lulismo, votando sempre contra os candidatos que estivessem do lado petista. Desse tempo, não tenho lembranças de Bolsonaro, mas soube depois que era mais um deputado da ‘’base aliada’’ petista e um grande admirador do tirante populista Hugo Chávez . Ou seja, não aceito lições de neoconservadores bolsonaristas e de antipetistas a essa altura do campeonato.


Agora, em 2018, estamos diante de um risco grave: o retorno do atraso e do populismo representado pelo PT e por tudo que esse partido personifica: a mesquinhez ideológica, o populismo fiscal e o esquerdismo bocó. Esse retorno pode se dar por uma razão: a falta de uma candidatura de centro que traga confiança ao eleitor racional, que sabe que mandar para o segundo turno um candidato com tamanha rejeição é um risco gravíssimo nesse momento de recuperação do País.


Repito: o único candidato que tem chance de aglutinar maior apoio do centro político e de eleitores antipetistas de forma natural e vencer o PT no segundo turno é Geraldo. O ‘’picolé de chuchu’’ é a opção mais digerível para um eleitor que no segundo turno não quer ‘’engolir’’ dois candidatos que representam, cada um ao seu modo, insegurança e desconfiança política.


O risco Haddad é real


Eu considero a eleição do Haddad um risco muito alto; muito mais do que um eventual governo Bolsonaro sem traquejo político e sem base de sustentação política que lhe dê margem para governar com o mínimo de tranqüilidade política. Somando-se a isso uma equipe de governo que ,ao que tudo indica, é amadora, fala pelos cotovelos e poderá ter muitos problemas em decorrência da falta de jogo de cintura com a administração pública. Componentes altamente preocupantes, tendo em vista o atual cenário de recuperação econômica do país, quando, mais do que nunca, o próximo presidente precisará inspirar confiança no mercado e transmitir respostas claras para o cidadão preocupado com a melhoria econômica do país.


Geraldo não é essa coisa toda; é ‘’sem gosto’’; mas antes o ‘’picolé do chuchu’’do que deixa o eleitor diante de duas apostas indigestas. Por isso voto em Geraldo e convoco aqueles que comungam do mesmo pensamento de que o PT é um mal à democracia e que entendem o grave risco de uma vitória petista no segundo turno contra Bolsonaro, ainda que com pequena diferença, É UMA POSSIBILIDADE REAL.


Temer bem que poderia ficar


O momento atual é tão aterrorizante que, com toda a certeza, eu, preocupado com esse risco do retorno do PT, preferiria reeleger o presidente Michel Temer a ter de ver o lulismo antidemocrático e populista comandar o país , conduzindo-nos ao caos político e ao desastre econômico. Ao menos, eu teria a tranquilidade de evitar a eleição daquela mesma esquerda que levou o país ao buraco — buraco do qual nos tirou o mediano governo Temer.

 
 
 

Atualizado: 14 de jan. de 2022




Em entrevista ao jornalista Datena, o candidato reiterou que, em caso de segundo turno, não procurará os partidos do centro, aqueles partidos que sem os quais nenhum presidente, desde a Redemocratização, conseguiu governar ou fazer reformas.

E prestem bem atenção: este que escreve não fala do ‘’centrão da corrupção’’, como comumente o senso comum, com o apoio da grande mídia, que mais desinforma do que informa, tenta descrever o amplo arco de partidos mais ao centro ( ''pragmáticos'' ou sem representação ideológica, se podemos assim dizer), que são indispensáveis à governabilidade.


Os mesmos partidos que o candidato Geraldo Alckmin conseguiu, num esforço de capacidade de articulação, juntar em torno de sua candidatura. Essa ampla coalizão de partidos de centro foi massacrada pelo próprio Bolsonaro e pelos bolsonaristas , que trataram de desqualificar os partidos políticos, contribuindo para uma visão que desqualifica a política e os partidos.

O amadorismo de Bolsonaro é enorme para quem chegou a esta altura do campeonato e não ‘’caiu na real’’ de que tem chances de vencer esta eleição. Essa de fazer campanha com o povo nas ruas e sem os partidos do lado só serve para flertar com o voto antipolítico de eleitores irados com o ‘’sistema’’ ; todavia, não resiste aos primeiros dias após as eleições, quando o presidente precisará montar uma equipe ministerial de governo.


‘’Conversar com os político; não com os partidos’’


Bolsonaro faz uma campanha precária e amadora em termos de estrutura partidária. Todo seu apoio e mobilização de militância parte da iniciativa individual de eleitores que acreditam nas suas propostas ou ideias – até agora pouco exploradas ou resumidas a um amontoado de frases de efeito e de pronunciamentos ‘’polêmicos ‘’.


Isso pode parecer positivo para alguns, afinal, quando Bolsonaro reitera para a militância que vai vencer ''com o povo na rua'', e somente com ele, seus seguidores furiosos com a classe política ficam eufóricos, orgulham-se do ‘’mito’’ ; todavia, esse discurso contra os partidos depõe contra o próprio candidato e evidencia uma dificuldade de dialogar com os partidos.


Afinal, como Bolsonaro fará as reformas no sistema, que diz que fará, se não tiver partidos políticos ? Qual a capacidade de diálogo do futuro presidente Bolsonaro ? O ‘’povo na rua’’ não dá governabilidade. A não ser que, uma vez eleito, o presidente Bolsonaro tente governar fazendo ou incitando uma pressão popular contra os partidos no Congresso. Preocupante, pois, de duas, uma: ou o presidente cai nessa quebra de braço com o Congresso -- vide os exemplos Collor e Dilma -- ou, por outra, caia na tentação autoritária de fechar o Congresso.


Mas e o Trump ?


Acompanhei as eleições norte-americanas de 2016 desde a fase das Primárias. Embora Trump e Bolsonaro tenham posicionamentos ideológicos parecidos, e ambos tenham, nas suas respectivas campanhas, conquistado o eleitorado muito por causa de uma campanha antissistema e contra a ‘’velha política’', o presidente norte-americano tem apoio político ( Trump tem a maioria republicana no Senado e na Câmara dos Representantes), enquanto Bolsonaro trabalha apenas com a possibilidade de governar com uma base ‘’suprapartidária’’.


Atitude de hostilidade aos partidos pode jogar partidos do centro no colo do PT


Uma vez rejeitados pelo candidato Bolsonaro, esses partidos tentarão formar uma coalizão de governo com o candidato do PT. Isso é ruim, do ponto de vista político, pois passará a imagem para o eleitor moderado e indeciso de que o PT fez um esforço de diálogo com os partidos mais ao centro em nome de uma ‘’pacificação’’. Esse eleitor que ainda está indeciso e que poderá ir para o segundo turno sem opção alguma poderá enxergar no candidato petista a opção mais ‘’moderada’’, aquela que melhor reuniu as condições para governar o país.


Parece que não, mas , no meio dessa eleição dominada pela irracionalidade e pela raiva, tem eleitores que se preocupam não somente com a vitória ou a idealizada ''mudança'', mas com a governabilidade, pois dela dependem as condições para a recuperação econômica e o ambiente para a geração de empregos e o aumento da produtividade da sociedade.


O voto pragmático num momento como este é um elemento decisivo numa eleição disputada como a que presenciamos.

 
 
 

 

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