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Tenho ouvido de colegas a seguinte frase “Gosto do Alckmin, mas não vou votar nele para presidente”. A rejeição ao nome do melhor candidato da disputa deve-se ao clima de polarização e raiva que se instaurou no Brasil, como conseqüência dos 13 anos de governos petistas.



Há quem diga que ‘’Geraldo é o candidato certo na eleição errada’’, frase com a qual eu concordo. O ex-governador é o candidato mais tarimbado e experimentado para assumir a presidência do país num momento tão crítico pelo qual passa o Brasil


Os motivos que impedem o crescimento de Geraldo:


1) Eleitores historicamente identificados com os tucanos não perdoam a apatia do PSDB na oposição aos governos petistas.


O clima de disseminação do ódio mútuo e a polarização excessiva entre eleitores petistas e anti-petistas turva o debate e favorece o apagamento de candidaturas como a de Geraldo. Aqui há uma crítica a se fazer ao candidato: os tucanos, e mais especificamente Geraldo, tiveram um papel apático e frouxo diante da grave crise política que levou ao impeachment de Dilma. O PSDB, temendo uma ‘’guinada à direita’’, preferiu se distanciar dos grupos antipetistas e deixaram o Bolsonaro ocupar o protagonismo dentro do segmento anti-petista. Muitos eleitores históricos do PSDB não perdoam o partido e muito menos o Geraldo— o ‘’símbolo’’, por assim dizer, da ‘’letargia’’ tucana.


2) Eleitores querem ver o ‘’circo pegar fogo’’ e apostam em candidatos que prometem ‘’ dar murro na mesa’’.

Isso explica a liderança de Bolsonaro e, mais atrás, em terceiro lugar, o crescimento de Ciro Gomes, uma versão esquerdista de Bolsonaro. O que os dois têm em comum ?

Ambos gostam de arroubos, prometem fazer e acontecer, prender e arrebentar , e, com freqüência, saem com respostas simples e rápidas para problemas complexos. Bolsonaro sobre a questão da segurança faz parecer que o problema seria resolvido dando carta branca para policiais matarem; Ciro, por sua vez, não explicita como vai tirar os brasileiros do SPC e não diz de onde vai sair o dinheiro para o seu ‘’bolsa SERASA’’ .

Alckmim é o avesso disso tudo. E, por isso, elenco baixo os motivos que me levam a recomendar o voto no tucano:


1) Temperamento tranquilo, serenidade, disciplina e autocontrole


Nesse cenário conflagrado, nunca o Brasil necessitou tanto de um presidente com equilíbrio e serenidade, um binômio que assegura a estabilidade e o funcionamento regular e equilibrado de um governo. Tanto Ciro quanto Bolsonaro são figuras imprevisíveis e agressivas, com grande potencial de desagregação. O primeiro muito mais do que o último, mas ambos, em comum, indicam que podem ter sérios problemas de governabilidade e de eventual desestabilização política na relação com o Congresso em seus respectivos governos, piorando ainda mais a recuperação econômica do país.


Geraldo é o candidato que melhor inspira confiança e otimismo no quesito governabilidade. Estresse e pressão são inerentes ao exercício da presidência da república, e Geraldo é o candidato que melhor reúne as condições emocionais para a função. Em situação de estresse e de pressão, é impossível ouvir dele qualquer disparate ou frase que não tenha a sua justa medida.


A tão mal falada aliança com o ‘’Centrão’’, do ponto de vista político, não depõe negativamente contra o ex-governador paulista. Muito pelo contrário. É uma virtude. Evidencia o potencial agregador de Geraldo, fazendo o político se destacar como aquele que em meio a uma eleição em que polos antagônicos vociferavam , um candidato experiente foi capaz de atrair espectros políticos de centro para o seu projeto , enquanto seus oponentes nada conseguiram agregar, a não ser o discurso do ‘’murro na mesa’’. Uma observação: todos os candidatos atacaram a aliança do ex-governador com o ‘’Centrão’’, mas todos desejavam o apoio do bloco e nada conseguiram — com exceção da Marina.


A questão é saber se é o equilíbrio ou a insensatez que vão dar o tom da campanha. Até o momento a insensatez parece dominar o debate. Numa eleição tomada pelas emoções à flor da pele, a chance de termos uma eleição polarizada entre raiva e a irracionalidade não é remota. Isso ocorrendo, como é o que tudo indica, não há espaço para o equilíbrio e a racionalidade. O eleitor não quer o discurso da razão; antes importa o populismo das frases de efeito—que chegam ao coração do eleitor com mais vibração.


2) Geraldo tem o que mostrar; seus oponentes nada


Nenhum dos candidatos na disputa presidencial tem as credenciais administrativas de Geraldo. À frente do governo paulista, Geraldo promoveu uma profunda reforma do Estado, eliminando privilégios e criando mecanismo de avaliação da qualidade e eficiência dos serviços públicos. São Paulo de Geraldo deixou de ser um Estado empresário e perdulário para ser um Estado gerencial e indutor de desenvolvimento. Exemplo disso, São Paulo, durante a crise, investiu e empregou enquanto o Brasil arcava com um déficit primário bilionário pelo 6º ano seguido.


O que Bolsonaro e o seu economista, Paulo Guedes, dizem que vão fazer, Geraldo já fez. Em São Paulo, andei lendo, o ex-governador privatizou empresas públicas ineficientes e extinguiu outras, vendeu aviões, carros, helicópteros para uso oficial, além de não aceitar o aumento do seu salário e de outros servidores, para, com isso, cortar gastos e evitar cortes nos investimentos do Estado, economizando algo em torno de R$ 370 milhões em 2016 -- o ano clímax da crise gerada pelo desgoverno Dilma.

O legado de Geraldo é de superávit fiscal durante a maior crise fiscal da história do país.


Reforma da Previdência


Nenhum candidato toca no assunto, pois sabe que corre o risco de perder voto. Mas Geraldo é o candidato que mais credenciais tem para promover uma reforma de Estado e fazer a necessária e urgente Reforma da previdência, pois a fez em São Paulo, ainda em 2011, evitando o colapso do Estado, como acontece hoje com os estados do Rio, Minas e outros, que estão com os maiores rombos na previdência e não pagam aos seus funcionários regularmente.


Candidatos pimentões: ocos e vazios



Apelidaram o candidato Geraldo de ‘’chuchu’’, na tentativa de associarem as qualidades do candidato, a temperança e o equilíbrio, a algo negativo, impingindo-lhe a pecha de candidato ‘’sem gosto e sem graça’’. Como se na falta de uma acusação grave, a pecha de ‘’picolé de chuchu’’ fosse um desmerecimento ou defeito. Pode até ser! Depende do olhar de quem enxerga o candidato. Em tempos de irracionalidade, de candidatos pimentões, tão verdes quanto vazios por dentro, imaturos e despreparados, ser um candidato ‘’chuchu’’ pode soar como um elogio. Afinal, o autocontrole e domínio da situação são virtudes; não defeitos.



Alckmin é o modelo do que a política pode ter de mais verdadeiro. “O estilo é o homem”, disse Buffon. Geraldo é o que está aí, sem tirar nem pôr. A expressão do equilíbrio, do bom senso em meio ao caos e à irracionalidade. Agora vocês me perguntam: mas como ter acesso ao eleitor com o discurso da razão, se é tão mais prático e fácil seduzi-lo com bravatas, clichês, frases de efeito, tão vazias quanto um pimentão?

 
 
 



Com os dois principais candidatos brigando para ver quem é o ‘’candidato do Lula’’, votar para governador do estado este ano tem sido uma verdadeira aflição para aqueles que não votam com os candidatos alinhados com o PT.


A falta de opção dentro do quadro de candidaturas disponíveis nesta eleição pode levar eleitores como este que escreve a optar pelo não-voto ou, na pior das hipóteses, optar pelo mal menor: votar numa terceira via – que também inexiste.


Tanto Paulo Câmara quanto Armando Monteiro travam em seus respectivos programas eleitorais uma briga que beira o ridículo para ver quem se beneficia com a popularidade do ex-presidente Lula, ainda em alta em Pernambuco e no Nordeste de uma forma geral.


A peregrinação dos candidato a Lula na prisão




Em busca do apoio do político preso, Lula e se tornou ponto de peregrinação de políticos dentro da prisão. Primeiro Paulo, depois Armando, ambos viajaram para Curitiba, onde o presidente está preso, em busca do apoio do ex-presidente para as suas respectivas campanhas.



O atual governador levou o apoio : graças a um acordo feito na prisão com ex-presidente, e que contou com a articulação interessada do senador Humberto Costa, conseguiu tirar do seu caminho a candidata Marília Arraes, rifando-a da disputa e abrindo caminho para uma reeleição menos difícil. A questão é saber se os petistas, que costumam coar um mosquito, vão engolir esse camelo e pedir votos para o ‘’golpista’’ Paulo Câmara depois dessa interferência violenta do coronel Lula no processo eleitoral, tirando do páreo uma candidata competitiva.


‘’Para que está feio’’


O papelão protagonizado pelo atual governador alcançou, todavia, o seu ápice na semana passada, quando este divulgou uma ‘’ carta de Lula ao povo pernambucano’’, na qual o político preso declara apoio a Paulo e critica os ministros de Pernambuco. A leitura da carta ganhou um exploração ridícula, que fez muita gente ter vergonha alheia . Colegas petistas comentaram que passaram vergonha.


O oportunismo de Paulo Câmara não foi só ridículo, assim como o PT, o candidato comete crime e desobedecendo a lei ao manter Lula como candidato em sua propaganda de rádio e tevê, induzindo o eleitor ao erro, mesmo depois da decisão do TSE pela impugnação da candidatura petista.


Estava conversando com um primo sobre essa eleição. Confessei a ele que esta tem sido a pior em termos de candidaturas dentro do campo do bom senso e que eu poderia optar ,pela primeira vez, pelo não-voto, ao que ele tentou me convencer , dizendo que ''na falta do melhor, escolha o menos ruim!'' Triste isso...


 
 
 



Jarbas Vasconcelos e Humberto Costa tiveram uma atuação parlamentar pífia e medíocre nos últimos anos. Na contramão da oposição raivosa de Humberto, mais preocupado com os interesses de Lula e do partido, e da atuação medíocre de Jarbas Vasconcelos na Câmara, Mendonça Filho ocupou o Ministério da Educação, por quase dois anos, e realizou uma das melhores atuações à frente da pasta, tendo participação ativa na Reforma do Ensino Médio e nos investimentos em educação no estado.


O pouco tempo em que esteve no comando do MEC foi o suficiente para Mendonça empreender uma série de iniciativas para conter a crise severa, do ponto de vista de custeio e manutenção dos investimentos na educação, recuperando um total de R$ 4,7 bilhões de cortes feito pelo governo Dilma em 2016 . Tudo isso enfrentando uma oposição truculenta e bucéfala de servidores da própria pasta, sindicatos e um sem-número de protestos da esquerda boca de aluguel do petismo nos centros universitários, que passou a repudiar a presença do ministro ''golpista'' em eventos oficiais nos campi, agindo sempre em bando e montando barricadas contra a circulação do ministro dentro das instituições de ensino. Atitudes de uma verdadeira intolerância.


Nessa fase, o ministro passou a ser alvo predileto dos blogues da esquerda, e todos os seus atos na condução da pasta foram duramente atacados ou motivos de boatos, como a sua audiência com o controverso ator Alexandre Frota no MEC.




A mesma esquerda que diz combater o falso-moralismo e o preconceito, comportou-se como fiscal dos costumes, censurando a audiência com o ex-ator de filmes pornográficos e mentindo sobre o encontro, dizendo que o ator iria ‘’ propor ideias para a educação’’, quando, na realidade, o ministro só havia atendido a um pedido de audiência, procedimento muito comum de sua gestão à frente da pasta.


Enquanto a esquerda alimentava o discursos de ódio e de intolerância contra o ministro, propagando toda a sorte de mentiras contra ele, Mendonça trabalhava incansavelmente.


Pode-se destacar de sua atuação no MEC o mérito de algumas das mais importantes reformas do governo Temer: a Reforma do Ensino Médio. Que não foi a ‘’ideal’’, mas a necessária, que flexibilizou o currículo do Ensino Médio, acabando com a imposição de 13 disciplinas obrigatórias inflexíveis e que não levavam em conta a personalidade e o desejo do aluno. Contraditoriamente, a esquerda e os seus pedagogos, que tanto defende a ‘’pedagogia da autonomia’’, opuseram-se de forma reacionária contra a reforma , negando aos alunos do ensino médio a autonomia para, eles próprios, montarem parte do seu currículo escolar e escolherem uma área do conhecimento para se aprofundar, em vez de cursarem uma infinidade de disciplinas obrigatórias desinteressantes.


Os investimentos para Pernambuco: creches e universidades foram as mais beneficiadas


Responsável por um dos maiores orçamentos da Esplanada, Mendonça Filho foi o ministro que mais investimentos trouxe para Pernambuco. Em comparação com a atuação pífia e os cortes do MEC sob o governo Dilma, como ministro de Temer, Mendonça quase triplicou os investimentos no estado, atuação reconhecida, inclusive, pelos próprios reitores das principais instituições de ensino de Pernambuco.


  • Destinou R$ 23 mi para a UFRPE somente em 2017 para investimentos que contemplaram os campi em Serra Talhada, Garanhuns e no Recife, e as obras de construção do Campus no Cabo de Santo Agostinho, retomada na sua gestão em 2016 ;


“A gente agradece a atenção que o MEC tem com a UFRPE, não apenas na sede, mas em todas as nossas unidades'', declarou a reitora da UFRPE Maria José de Sena.

  • Autorizou a construção do novo campus da UFPE em Goiana e liberando R$ 35 milhões para a reforma, recuperação e complementação do Teatro do Complexo do Centro de Convenções da UFPE (Cecon), em Recife ;


  • Liberou R$980 mil para obras na UPE, para os campis de Petrolina, Nazaré da Mata e Caruaru;


  • Destinou para o IFPE recursos para a construção das sedes de Igarassu e Palmares e assinou a ordem de serviço da construção da sede definitiva do campus Jaboatão dos Guararapes;


  • Ainda liberou R$ 85 milhões para educação básica de Pernambuco para a construção de escolas, creches, quadras poliesportivas, mobiliário, equipamentos e aquisição de 178 novos ônibus escolares.


Recursos proporcionam obras de reforma e construção de quadras poliesportivas de centenas de escolas públicas pelo Estado.

Enfim, são muitas as marcas da gestão Mendonça à frente do MEC nesses menos de dois anos. Uma gestão que fez muito em tão pouco tempo e que, de certa maneira, não vem tendo o reconhecimento dos pernambucanos por dois motivos, segundo penso : primeiro, por causa da forte campanha feita contra o ex-ministro nos últimos dois anos por parte de setores organizados da educação ligados ao petismo; e, em segundo, por causa da impopularidade do governo Temer e da consequente associação de Mendonça ao governo dele, a despeito dos méritos do governo Temer, como é o exemplo da Reforma do Ensino Médio.















 
 
 

 

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